segunda-feira, março 27, 2017

MPRN libera imagens das páginas da carta do atirador que ainda não tinham sido divulgadas

As páginas que faltavam da carta de Guilherme Wanderley, servidor do MPRN que atentou contra três membros, incluindo o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, revelam mais alguns dos motivos que ele achava ter para fazer “justiça” com as próprias mãos.

Guilherme recorre à religião para justificar o atentado e evoca o sentido de justiça para embasar seu pensamento e atitudes.

“O foco excessivo na Bíblia ou nos pretensos semeadores da palavra de  Deus, quando há má interpretação, serve apenas a um propósito: desencorajar os bons, enfraquecê-los”.

Em outro trecho do documento, ele cita jornadas abusivas, excesso de trabalho e sugere precariedade que atingiu sua qualidade de vida, antes arrematar: “Rezei muito e pedi a Deus e a Jesus Cristo para me apontar o caminho certo”

Noutra passagem, Guilherme diz que arma utilizada para o crime é ilegal, não registrada, “ilícita, bandida”, como ele ponderou.

Ao discorrer sobre a arma, defende que Rinaldo Reis deveria ser preso, “afastado da politicagem”. Depois emenda que ele precisa morrer.

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