Tendo os trabalhadores migrantes como tema deste ano, celebra-se
nesta terça-feira (20) a nível internacional o Dia Mundial da Justiça
Social. Segundo o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), Guy Ryder, o registro da data é importante porque “muitos dos
150 milhões de trabalhadores migrantes enfrentam exploração,
discriminação, violência, e não têm acesso as mais básicas das
proteções.” A informação é da ONU News.
Para o chefe da agência
da ONU, a maioria das migrações atuais acontece devido à busca de
oportunidades de trabalho, segurança e sobrevivência. Mas muitos
trabalhadores migrantes “acabam presos a salários baixos, condições
pouco saudáveis e seguras, e trabalho informal, onde não há respeito,
muitas vezes, pelos direitos humanos”.
Ryder disse que estes desafios são especialmente verdadeiros para as
mulheres, que compõem 44% dos trabalhadores migrantes. Um tratamento
justo, segundo ele, “é essencial para preservar o tecido social e o
desenvolvimento sustentável,” dos países que os acolhem.
Oportunidades para os dois lados
O
diretor-geral da OIT lembrou a recente decisão da Assembleia Geral da
ONU de criar um Pacto Global sobre Migração Segura, Regular e Ordenada
como um fator positivo. Para ele, documentos como estes são necessários
para responder aos desafios que as migrações colocam.
Ryder
acredita que “se a migração de trabalhadores for bem justa, eficiente e
bem administrada, pode trazer benefícios e oportunidades para os
migrantes, as suas famílias, e as comunidades de acolhimento.”
O
chefe da OIT disse ainda que este tipo de migração equilibra a procura e
oferta de trabalho, contribui para os sistemas de proteção social,
incentiva a inovação empresarial e enriquece as comunidades cultural e
socialmente.
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