A discussão do Projeto de Lei 68/2018, que regulamenta os distratos
(desistência da compra de imóveis na planta), atualmente no
Senado, virou um importante termômetro do setor imobiliário em São Paulo
para as projeções de crescimento no segundo semestre. As principais
entidades do setor, como o Sindicato da Habitação de São Paulo
(Secovi-SP) e o Sindicato da Construção Civil (SindusCon-SP), acompanham
a tramitação da proposta, enquanto monitoram indicadores econômicos,
como a variação do dólar e as projeções do Produto Interno Bruto (PIB).
“Quando apresentamos os resultados em 2017, a nossa previsão era de
crescimento nos lançamentos e nas vendas para 2018. Porém, diante da
instabilidade interna, com a alta do dólar e indefinição do cenário
político, começamos a repensar esses índices”, disse o presidente do
Secovi-SP, Flavio Amary.
O representante do Secovi considerou um agravante a rejeição do PL
68/2018, que regulamenta os distratos – desistência da compra de imóveis
na planta –, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
“Aguardávamos a aprovação deste PL, porque vai proporcionar segurança
jurídica para o setor e para os compradores. Neste aspecto, ainda
acreditamos que os senadores reconhecerão a importância desta regulação
para impulsionar a retomada do mercado, entendendo que a nossa atividade
é de longa maturação e alto risco, mas fundamental para o
desenvolvimento socioeconômico”, disse Amary.
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