terça-feira, janeiro 10, 2017

Após 10 anos, Apple luta para manter força do iPhone.

Parece que foi ontem, mas faz dez anos desde que Steve Jobs, cofundador e à época presidente executivo da Apple, revelou o iPhone. O novo aparelho integrava o tocador de música iPod, um telefone celular e um navegador de internet. Os aplausos efusivos, ao longo da apresentação na Macworld 2007 – convenção de fãs dos produtos da empresa -, mal deixavam Jobs continuar a falar. Não era à toa. O produto, que só chegaria às lojas cerca de seis meses depois, transformou a indústria de celulares e foi o ponto de partida para a criação de uma indústria bilionária de aplicativos.

Mas não foi só o mercado que mudou com a chegada do iPhone. No final de 2006, a Apple tinha valor de mercado de US$ 70 bilhões. Desde então, seu valor se multiplicou e, hoje, a companhia se mantém no topo das empresas de tecnologia mais valiosas do mundo Com ações negociadas na Nasdaq, a empresa tem valor de mercado de US$ 634,54 bilhões. O iPhone é seu carro-chefe e responde por quase 70% da receita.

Um pouco da força do iPhone se esvaiu ao longo da última década. Nos primeiros anos após sua estreia, os eventos de lançamento de novas versões eram cheios de surpresas: o aparelho se tornou compatível com redes 3G, dando um salto na velocidade de navegação na web; ganhou uma loja de aplicativos, que rapidamente se tornou celeiro de inovações; e foi pioneiro ao inaugurar a era das assistentes pessoais, com a Siri.

Com a concorrência dos smartphones com sistema operacional Android, do Google, os fãs da marca da maçã ficaram decepcionados com a demora da empresa em responder às mudanças do mercado. Só em 2012, com o lançamento do iPhone 5, por exemplo, a empresa decidiu aumentar ligeiramente o tamanho da tela do smartphone, de 3,5 polegadas para 4 polegadas. Na época, a Samsung já ganhava mercado com produtos como o Galaxy Note, com sua tela maior de 5 polegadas.

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