Está quase tudo certo para que a CBF possa anunciar a renovação de
contrato com Tite até a Copa do Mundo de 2022. O técnico já aceitou o
convite para continuar no comando da seleção brasileira. Nos últimos
dois dias, reuniões definiram detalhes do trabalho que será feito a
partir de agora, neste novo ciclo, depois da eliminação contra a
Bélgica, nas quartas de final do Mundial da Rússia.
Assim que os últimos ajustes forem feitos, o empresário do técnico,
Gilmar Veloz, que chegou ao Rio no início da semana com o treinador, vai
formalizar o novo compromisso e a CBF poderá oficializar a permanência.
Enquanto isso, Edu Gaspar trabalha normalmente na sede da entidade, no
Rio de Janeiro. Sua permanência era uma das condições para que Tite
também continuasse. O coordenador tem de preparar a agenda de amistosos
de 2018. Os de setembro estão definidos: dia 7, contra os Estados
Unidos, em Nova Jersey, e dia 11, diante de El Salvador, em Washington.
Esse último ainda não tem contrato assinado, por isso não foi confirmado pela CBF.
Desde o número de membros da comissão técnica até o esquema de
observação de jogadores, tudo foi abordado durante a negociação. A
delegação certamente será menor nesses amistosos do que na Copa do
Mundo. Provavelmente não haverá, por exemplo, quatro fisioterapeutas,
tampouco um auxiliar na preparação de goleiros.
Mas a comissão deve voltar a aumentar na Copa América do ano que vem,
que será disputada no Brasil. A conquista do torneio é a prioridade
inicial do novo trabalho. O Brasil não é campeão desde 2007. Nas últimas
três edições, não conseguiu chegar sequer à semifinal.

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