A Marinha do Brasil reabriu hoje (21) as inscrições para o concurso
de admissão para a Escola Naval, depois de determinação judicial do
Tribunal Regional Federal da 2ª Região(TRF2). A demanda veio
do Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou pedido a justiça
para determinar à Marinha que passasse a admitir inscrição, matrícula e
frequência aos cursos de candidatos casados, em união estável ou com
filhos.
O MPF questionou também a previsão do edital para que o aluno não
altere estado civil e nem tenha filho durante o período em que estiver
sujeito aos regulamentos da Escola Naval. O concurso da Marinha (CPAEN) é
para selecionar candidatos a Oficiais para o Corpo da Armada (CA),
Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) e Corpo de Intendentes de Marinha
(CIM). O prazo inicial de inscrição terminou no dia 5 de julho.
Na visão da MPF, “o edital viola princípios constitucionais como a
liberdade individual, a inviolabilidade da intimidade e vida privada e o
planejamento familiar”. “Será que não é legítimo alguém casado tentar
suprir financeiramente o lar via carreira militar? A se adotar a
restrição a resposta seria negativa, mesmo que implique restrição em
foco à convivência marital”, apontou o texto do parecer do MPF ao TRF2.
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