O Brasil entrou pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento, segundo os dados do Radar Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM), divulgado na manhã desta terça-feira. A análise do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com o IBGE e a Fundação João Pinheiro comparou os resultados de 2012 a 2024, período em que o índice brasileiro passou de 0,744 para 0,805. O crescimento, no entanto, não foi suficiente para aplacar as desigualdades do país, principalmente nos recortes raciais e de gênero.
O IDHM varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o local. Dessa forma, a leitura se dá assim:
- De 0 a 0,499: muito baixo
- De 0,5 a 0,599: baixo
- De 0,6 a 0,699: médio
- De 0,7 a 0,799: alto
- 0,8 a 1: muito alto
O IDHM brasileiro considera as mesmas três dimensões do IDH Global (longevidade, educação e renda), mas adequa a metodologia ao contexto do país. A análise abrange os 26 estados e o Distrito Federal, as 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) da Grande Teresina e cinco macrorregiões. Os resultados foram calculados usando como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.
O compilado de dados traz comparativos de gênero e de raça, que mostram as diferenças sociais entre homens e mulheres, que são ainda mais graves quando se analisa a disparidade entre brancos e negros.
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