quarta-feira, janeiro 25, 2017

Pesquisadores da UFRN descobrem três novas espécies de fungos.

Uma equipe internacional de pesquisadores vem atuando em colaboração com o Laboratório de Biologia de Fungos, do Departamento de Botânica e Zoologia, do Centro de Biociências, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Recentemente, descreveram três novas espécies de fungos do gênero Scleroderma na Amazônia brasileira.

Duas destas novas espécies podem estar extintas devido a inundação de seu habitat após a construção de uma barragem. O estudo, publicado na revista PLoS ONE, sublinha a importância da pesquisa na descrição de novas espécies para que sejam estudadas e nomeadas antes que sejam extintas.

As três novas espécies descritas são: Scleroderma duckei, encontrada no barranco de uma trilha na Reserva Adolfo Ducke, próxima a Manaus; S. anomalospora e S. camassuense, ambas descobertas na ilha de Camassú, no rio Xingu em 2015, e agora possivelmente extintas após a inundação da ilha para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).

"Os fungos desempenham um papel fundamental em todos os biomas como decompositores de matéria orgânica, e há grande contribuição de fungos ectomicorrízicos, tais como espécies Scleroderma para a nutrição das plantas em solos inférteis. Muitas espécies de Scleroderma no Brasil formam associação ectomicorrízica com espécies introduzidas (pinus e eucalipto) e apenas uma outra espécie deste gênero havia sido anteriormente descrita ocorrendo em vegetação nativa do Brasil", explica o professor Iuri Goulart.

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