Menos de 10% dos uruguaios habilitados a votar compareceram às urnas
ontem (4). A votação era para determinar se a chamada lei trans deveria
ir ou não a referendo popular. Para que o tema avançasse e fosse votado,
a consulta deveria ter uma participação de, pelo menos, 25% da
população.
A Corte Eleitoral anunciou que o percentual de votantes chegou apenas
a 9,9%, o que representa pouco mais de 270 mil pessoas. Para que a lei,
aprovada ano passado, fosse a um referendo popular, pelo menos 673 mil
pessoas deveriam ter ido às urnas. O Uruguai, com 3,5 milhões de
habitantes, tem 2,7 milhões de habilitados a votar.
O pré-referendo (prerreferéndum, como é chamado no Uruguai) tinha
como objetivo derrubar a Lei Integral para as Pessoas Trans. Entre os
pontos mais controversos da lei, está o artigo 21, que dá o "direito a
uma atenção integral para adequar seu corpo a sua identidade de gênero,
incluídos os tratamentos cirúrgicos. Para que os menores de 18 anos
aceitem as intervenções cirúrgicas genitais irreversíveis, a autorização
dos representantes legais será necessária".
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