
A presidente Dilma Rousseff decidiu
convidar os ex-presidentes brasileiros vivos para acompanhá-la em viagem
a Johannesburgo, onde será celebrada uma missa em homenagem ao líder
sul-africano Nelson Mandela, morto quinta-feira após uma infecção
pulmonar.
José Sarney (PMDB-AP), Fernando Henrique
Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmaram a ida.
Segundo o Estado apurou, o senador Fernando Collor (PTB-AL) também irá
integrar a comitiva brasileira. Eles irão participar de uma solenidade
prevista para ocorrer na terça-feira no Estádio FNB (Soccer City), que
deve reunir um dos maiores contingentes de autoridades estrangeiras da
história. São esperados chefes de Estado de todo o mundo.
O roteiro do Palácio do Planalto prevê
que uma aeronave da Força Aérea Brasileira saia de Brasília na manhã
desta segunda-feira, já com Sarney e Collor, rumo a São Paulo, onde
embarcará Lula. De São Paulo, o grupo segue para Rio de Janeiro, onde se
encontram com Dilma, que participa de evento promovido pela Bill
Clinton Global Initiative no Copacabana Palace. O ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso também embarca no Rio junto com a comitiva
presidencial.
Será a primeira vez que Dilma, Lula,
FHC, Collor e Sarney se reúnem em um mesmo evento desde que foi
instalada a Comissão da Verdade, em cerimônia no Palácio do Planalto em
maio de 2012. A última viagem internacional de ex-presidentes ocorreu em
abril de 2005, quando Lula, FHC, Itamar Franco e Sarney estiveram
juntos para participar do funeral do Papa João Paulo II.
Em novembro de 1996, FHC fez a primeira
visita de um chefe de Estado brasileiro à África do Sul, sendo recebido
pelo então presidente Mandela. O ex-presidente afirmou, na sua página
pessoal no Facebook, que Mandela foi o “mais impressionante” entre todos
os líderes que conheceu.
“Com a morte de Nelson Mandela perdemos o
maior símbolo vivo da luta pela dignidade humana, pela liberdade e pela
democracia. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram
decisivamente a terminar com o apartheid na África do Sul”, disse FHC.
Em nota divulgada à imprensa, Lula
afirmou que Mandela é “um exemplo de determinação, de perseverança e de
quanto é importante a disposição para o diálogo entre os homens”. “Será
sempre o maior símbolo mundial na busca da paz, da democracia e da
inclusão social. O Brasil e o mundo estão de luto. Madiba se foi, mas
deixou para todos nós os seus ensinamentos inesquecíveis.”, disse Lula.
A presidente decretou sete dias de luta pela morte de Mandela, conforme decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União da última sexta-feira. Em nota, lamentou a morte de Mandela, a “personalidade maior do século 20″.
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