
Marina: “A nossa aliança não é verticalizada”.
A ex-ministra Marina Silva reconheceu
que, no âmbito regional, militantes da Rede Sustentabilidade e do PSB
podem apoiar candidatos diferentes para as eleições de 2014. O
governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), por outro lado, destacou
que tem informação de que em 20 dos 26 Estados e Distrito Federal já há
entendimento entre os dois grupos. “Mais de 20 Estados já caminham
muito aplainado, muito tranquilo, entre militância da Rede e o PSB,
inclusive do ponto de vista do debate eleitoral regional”, afirmou.
“A nossa aliança não é verticalizada.
Ela não estabelece para a lógica dos Estados a mesma do plano federal”,
afirmou Marina. Ela destacou, entretanto, que a estratégia é discutir um
plano nacional para depois compor os planos regionais. “Não teremos
como ter um bom programa no plano nacional que não se reflita nos
Estados”, afirmou.
Para Campos, mesmo nos Estados onde
existirem “composições diversas” haverá coligações com coerência. “Se
procurar nas outras (alianças), não verá esse nível de unidade entre a
campanha nacional e as campanhas regionais”, afirmou. Marina afirmou que
ela e Eduardo Campos participarão de eventos nos dias 18 e 19 na Bahia.
Marina afirmou que o nome para vice da
esperada candidatura de Campos não foi discutido e que o apoio da Rede
não depende de espaço na chapa do pernambucano em 2014. “Fica Campos
como presidente. Essa história de vice ninguém discutiu”, afirmou.
“Quando conversei com o PSB, em momento algum o apoio foi condicionado a
ocupar espaço dentro da chapa”, afirmou, em referência à união da Rede
Sustentabilidade ao partido de Campos.
Questionada se o presidente nacional do
PPS, deputado Roberto Freire (SP), seria um bom nome para vice de
Campos, Marina respondeu que não quer antecipar a discussão. Freire vai
se reunir com Campos amanhã para firmar o apoio do PPS em 2014 ao
governador de Pernambuco. “As lideranças do PPS estarão discutindo tanto
quanto as lideranças da Rede e do PSB qual será a melhor construção
para darmos a melhor contribuição para o País”, afirmou.
“As pessoas querem que a gente esteja sempre colocando a carroça diante dos bois. Mas queremos que as coisas tenham curso natural”, afirmou Marina.
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