segunda-feira, outubro 13, 2014

Sesap anuncia medidas para prevenir chegada do vírus do ebola.

O Secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), Luiz Roberto Fonseca Leite, concedeu entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira (13), em seu gabinete, para falar sobre as medidas adotadas pela Secretaria para prevenir que o vírus Ébola chegue ao Rio Grande do Norte. Para o secretário, embora seja pouco provável que o vírus seja detectado no estado, isso é possível devido ao intercâmbio comercial com países da África, Ásia e Europa, através dos portos de Natal e Areia Branca e do Aeroporto Internacional Aluízio Alves.

Em função disso, o secretário esclarece que, desde o mês de agosto, quando a epidemia se instalou em alguns países do continente africano, a Sesap, juntamente com o Ministério da Saúde e Forças Armadas, está trabalhando para evitar que a doença entre no país, através das ações de prevenção utilizadas inclusive durante o período de Copa do Mundo. Segundo o secretário, as equipes que atuam na porta de entrada dos principais pronto socorros do estado, das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAS) e do Samu estão sendo continuadamente treinadas, bem como as ambulâncias do Samu estão sendo preparadas com envelopamento para o transporte de pacientes de risco.

O único problema apresentado, nesse momento de prevenção contra o vírus, é com relação à compra dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como óculos, gorros, aventais, macacão e botas, que a indústria não tem em estoque para entregar e nem tem demonstrado interesse de aumentar a linha de produção no país. Mesmo assim, o secretário tranquiliza a população e diz que a Sesap já está adquirindo o primeiro lote desse material que deve chegar em, no máximo, 15 dias nos Hospitais Giselda Trigueiro e Walfredo Gurgel e nas ambulâncias do Samu. Os equipamentos vão custar para o estado um investimento da ordem de R$ 1.080.000,00 mil, de recursos oriundos da Vigilância Epidemiológica.

O secretário acalma a população, dizendo que está tomando todos os procedimentos para evitar que o vírus entre no estado. Mas caso aconteça, que a Secretaria faça um papel adequado de vigilância sanitária e de assistência, encaminhando o material laboratorial para o estado do Pará, onde é feita a análise e encaminhando o paciente à Fiocruz, no Rio de Janeiro, para ser submetido ao tratamento adequado.

“Os protocolos de acionamento de atendimento estão distribuídos, já deflagrados, já estabelecidos, as vigilâncias epidemiológicas, sanitárias e ambiental já estão qualificadas. Queremos ainda alertar à população, para qualquer informação que saia das redes sociais, se não tiver a palavra da Secretaria Estadual de Saúde, não deve ser disseminada para não gerar pânico. Garantimos total transparência em nossas comunicações com a sociedade”, conclui o secretário Luiz Roberto.

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