O Secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), Luiz Roberto Fonseca
Leite, concedeu entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira (13),
em seu gabinete, para falar sobre as medidas adotadas pela Secretaria
para prevenir que o vírus Ébola chegue ao Rio Grande do Norte. Para o
secretário, embora seja pouco provável que o vírus seja detectado no
estado, isso é possível devido ao intercâmbio comercial com países da
África, Ásia e Europa, através dos portos de Natal e Areia Branca e do
Aeroporto Internacional Aluízio Alves.
Em função disso, o secretário esclarece que, desde o mês de agosto,
quando a epidemia se instalou em alguns países do continente africano, a
Sesap, juntamente com o Ministério da Saúde e Forças Armadas, está
trabalhando para evitar que a doença entre no país, através das ações de
prevenção utilizadas inclusive durante o período de Copa do Mundo.
Segundo o secretário, as equipes que atuam na porta de entrada dos
principais pronto socorros do estado, das Unidades de Pronto-Atendimento
(UPAS) e do Samu estão sendo continuadamente treinadas, bem como as
ambulâncias do Samu estão sendo preparadas com envelopamento para o
transporte de pacientes de risco.
O único problema apresentado, nesse momento de prevenção contra o
vírus, é com relação à compra dos Equipamentos de Proteção Individual
(EPI), como óculos, gorros, aventais, macacão e botas, que a indústria
não tem em estoque para entregar e nem tem demonstrado interesse de
aumentar a linha de produção no país. Mesmo assim, o secretário
tranquiliza a população e diz que a Sesap já está adquirindo o primeiro
lote desse material que deve chegar em, no máximo, 15 dias nos Hospitais
Giselda Trigueiro e Walfredo Gurgel e nas ambulâncias do Samu. Os
equipamentos vão custar para o estado um investimento da ordem de R$
1.080.000,00 mil, de recursos oriundos da Vigilância Epidemiológica.
O secretário acalma a população, dizendo que está tomando todos os
procedimentos para evitar que o vírus entre no estado. Mas caso
aconteça, que a Secretaria faça um papel adequado de vigilância
sanitária e de assistência, encaminhando o material laboratorial para o
estado do Pará, onde é feita a análise e encaminhando o paciente à
Fiocruz, no Rio de Janeiro, para ser submetido ao tratamento adequado.
“Os protocolos de acionamento de atendimento estão distribuídos, já
deflagrados, já estabelecidos, as vigilâncias epidemiológicas,
sanitárias e ambiental já estão qualificadas. Queremos ainda alertar à
população, para qualquer informação que saia das redes sociais, se não
tiver a palavra da Secretaria Estadual de Saúde, não deve ser
disseminada para não gerar pânico. Garantimos total transparência em
nossas comunicações com a sociedade”, conclui o secretário Luiz Roberto.
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