
Shaolin acompanhado da esposa, Laudiceia
(Foto: Laudiceia Veloso/Acervo pessoal)
(Foto: Laudiceia Veloso/Acervo pessoal)
Quatro anos após o acidente que o deixou
em coma, o humorista Francisco Josenilton Veloso, o Shaolin, consegue
se comunicar e interagir com a família através de “expressões faciais e
dos olhos”, conforme relatou sua esposa, Laudiceia Veloso.
O acidente aconteceu em 18 de janeiro de
2011 na rodovia federal BR-230, em Campina Grande. No mesmo dia,
Shaolin foi socorrido e internado no Hospital de Emergência e Trauma da
cidade. Pouco tempo depois, foi transferido para o Hospital das
Clínicas, em São Paulo, onde foi submetido a cirurgias e ficou internado
por cerca de cinco meses. Desde que recebeu alta, permanece em casa, em
Campina Grande, sob os cuidados da família.
“Ele apresenta evoluções pequenas, é um
processo longo e gradativo. Nunca tivemos uma regressão no seu quadro
médico. Shaolin tem consciência e compreende tudo que acontece ao seu
redor. Na medida do possível, ele interage conosco. Ele é muito
esforçado”, explicou Laudiceia.
Ela conta que a família foi “forçada” a
criar uma comunicação diferenciada para que pudessem se entender e
agradar os desejos do humorista. “Apenas olhando pra ele, e prestando
atenção em suas expressões faciais, consigo saber se ele gostou de algo,
se está cansado, qual programa quer assistir. Todas essas coisas ele
consegue passar para a gente e nos entendemos”.
Segundo Laudiceia, o acompanhamento de
médicos continua constante, como os fisioterapeutas e fonoaudiólogos,
mas que neste tipo de caso, seja a pessoa que for, os médicos não podem
passar um diagnóstico, porque cada pessoa reage de uma forma, em seu
determinado tempo. “Vi pacientes que em 50 dias estavam bem e outros que
estão na mesma situação há muitos anos”, disse.
O filho mais novo do casal, Lucas Veloso, tem 18 anos e já começa a ganhar a vida da mesma forma que fazia seu pai: com humor.
“Lucas foi criado dentro dos teatros, acompanhando a carreira do pai, e
desde pequeno demonstrava interesse por aquele ambiente”, lembra
Laudiceia.
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