Atentados com carros-bomba e usando explosivos deixaram, ao menos, 93
pessoas mortas e 200 feridas em Bagdá, no Iraque, entre a noite de
sábado (2) e a madrugada de domingo (3). Um deles atingiu uma
movimentada área comercial do centro da capital iraquiana, que estava
repleta de gente devido ao Ramadã, mês de jejum muçulmano. O grupo
terrorista e estremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque.
O mais letal dos ataques ocorreu na região de Al Karrada. Um suicida
detonou um caminhão frigorífico que trafegava no meio de uma multidão
reunida perto da sorveteria Yabar Abu al Sharbat, informou a polícia.
A sorveteria mais popular e antiga de Bagdá estava movimentada à 1h
(horário local, 19h em Brasília). No momento do ataque, Al Karrada
estava cheia mesmo tarde da noite porque os iraquianos costumam comer
fora de casa durante o mês do Ramadã, já que passam o dia jejuando -- a
solenidade termina na próxima semana.
A polícia disse que o número de vítimas poderá aumentar, já que mais corpos podem estar sob os escombros de prédios devastados.
O ataque à bomba é o mais mortal no país desde que as forças iraquianas
desalojaram no mês passado militantes do Estado Islâmico de Falluja,
reduto do grupo a oeste da capital que servia como plataforma para o
lançamento de ameaças desse tipo.
Em torno da meia-noite de sábado (2), um artefato explodiu na estrada
em um mercado em al-Shaab, um distrito xiita popular do norte da
capital. Segundo a polícia e fontes médicas, pelo menos, dois morreram.
O EI assumiu a autoria do atentado em comunicado assinado e divulgado
nas redes sociais, no qual garantiu que o alvo eram os xiitas. O grupo
terrorista, que avaliou em 40 o número de mortos e em 80 o de feridos,
advertiu que "com a permissão de Deus prosseguirão os ataques dos
mujahedins contra os renegados".

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