A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (17), a Operação Liber Pretiosa
destinada a apurar a possível prática dos crimes de associação
criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, inexigibilidade indevida
e fraude à licitação, atribuídos a ex-gestores de Parnamirim/RN, na região metropolitana de Natal e empresários da Paraíba e Pernambuco, os quais mantiveram contratos com o município potiguar, entre os anos de 2013 e 2016.
Estão sendo cumpridos oito mandados judiciais de busca e apreensão
expedidos pela 2ª. Vara da Justiça Federal/RN nas cidades de
Parnamirim/RN, João Pessoa/PB, Abreu e Lima/PE e Recife/PE. Na ação, a
PF utiliza 38 policiais federais.
A investigação teve início a partir da notícia de irregularidades em
procedimentos de inexigibilidade de licitação e adesão à ata de registro
de preços no âmbito da Secretaria de Educação e Cultura do referido
município potiguar, voltados para a aquisição de livros didáticos e
fardamento escolar. O combate à corrupção é um dos objetivos
estratégicos da PF.
As medidas cumpridas nesta manhã visam instruir três inquéritos
policiais em curso na PF do RN, que possuem por objeto supostas fraudes
em três dos contratos firmados, cuja despesa ao município importou no
montante de R$ 8.612.940,00.
Na apuração preliminar foram reunidos indícios da ocorrência de
superfaturamento dos contratos. Em um dos casos, a Prefeitura de
Parnamirim adquiriu 30.000 exemplares da Coleção de livros sobre
“Obesidade Infantil” em 2014, voltado para alunos do ensino fundamental,
porém dados oficiais registraram 18.456 matrículas no ensino
fundamental naquele ano, o que indica uma compra de quantidade de livros
muito superior à real necessidade. Verificou-se, ainda, que a empresa
contratada vendeu os livros por valor 250% superior ao da aquisição
junto à editora. Há também a suspeita de que parte do material sequer
tenha sido entregue, pois a Prefeitura atestou o recebimento de 5.000
exemplares em data anterior ao da aquisição dos livros à editora pela
empresa contratada. Por fim, dados extraídos de Relatório de
Inteligência Financeira do COAF apontam saques em espécie de quantias
vultosas da conta bancária da empresa contratada em datas próximas aos
pagamentos efetuados pela Prefeitura.
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