A escritora americana Toni Morrison, primeira negra a ganhar o Nobel
de Literatura, morreu na segunda-feira (5), aos 88 anos, em Nova York. A
morte foi comunicada nesta terça-feira pela editora que a representava e
por sua família.
"Sua narrativa e sua hipnótica prosa deixaram uma marca indelével na
nossa cultura. Seus romances dominam e demandam a nossa atenção",
escreveu Sonny Mehta, diretor da editora Alfred A. Knopf, no Twitter.
Em comunicado, a família de Toni Morrison informou que a escritora
"morreu após uma breve doença". "Apesar de sua morte representar uma
tremenda perda, estamos gratos por ela ter tido uma vida longa e bem
vivida", afirma a nota, segundo a agência de notícias AFP.
Conhecida por descrever as dificuldades enfrentadas pela comunidade
negra nos EUA, Morrison ganhou o Nobel de Literatura em 1993 e, após uma
carreira de décadas, deixa um legado com obras que se destacam pela sua
humanidade, como Amada, Canção de Salomão e Deus Ajude essa Criança.
No Twitter nesta terça-feira, o Nobel escreveu: "Toni Morrison,
ganhadora de um prêmio Nobel, morreu aos 88 anos. Ela foi uma das forças
literárias mais poderosas e influentes do nosso tempo."
A escritora foi casada com o arquiteto jamaicano Harold Morrison, com
quem teve dois filhos. O casal se divorciou em 1964. A escritora deixa o
filho Harold Ford Morrison e três netos.

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