O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste, órgão de pesquisa e planejamento vinculado ao Banco do Nordeste (BNB), destaca o comércio varejista do Rio Grande do Norte com o segundo melhor desempenho regional, com 5,9% de crescimento, considerando o período de julho de 2025 a junho de 2026 em relação aos 12 meses anteriores. O estado potiguar fica atrás apenas de Pernambuco, que registrou 6,1% a mais nas vendas.
O estado potiguar também aparece com destaque no recorte do varejo ampliado, que inclui o comércio varejista (varejo) mais os comércios de veículos, motocicletas e peças; de material de construção; e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. O crescimento do RN foi de 3,2%, na sequência das maiores economias da região: Pernambuco (4,7%), Bahia (3,9%) e Ceará (3,7%).
O superintendente estadual do Rio Grande do Norte, Jeová Lins, cita a oferta de crédito do Banco do Nordeste como um dos fatores para este crescimento.
“No primeiro semestre do ano, nós financiamos cerca de R$ 278 milhões para o setor de comércio e serviços potiguar. Some-se a isso mais R$ 345 milhões em empréstimos do Crediamigo, cujo público atendido é formado por microempreendedores urbanos. Sabemos nós que o crédito e o desenvolvimento andam juntos”, explica.
Os resultados, obtidos a partir de dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sugerem que o comércio nordestino continua apresentando dinamismo superior ao observado para o conjunto do País. O estudo do Etene destaca, ainda, as projeções da consultoria 4intelligence para o Brasil, em 2026, de crescimento do varejo (1,8%) e do varejo ampliado (1,9%).
Puxando a alta, o comércio de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,4%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (3,7%); veículos, motocicletas, partes e peças (3,3%); e móveis e eletrodomésticos (2,4%). Com viés de baixa vêm tecidos, vestuário e calçados (-1,4%) e materiais de construção (-0,1%).
O autor do estudo, o economista do Etene Biagio Júnior, chama atenção para as diferenças entre os segmentos pesquisados nos principais estados nordestinos. “Em junho de 2026, na Bahia, destacou-se positivamente o comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (55,1%), em Pernambuco, hipermercados e supermercados (12,9%) e, no Ceará, o comércio de eletrodomésticos (9,3%). O IBGE não disponibiliza dados mensais de todos os estados, mas o importante é que, no geral, praticamente todos os estados nordestinos vêm registrando crescimento nas transações comerciais”, diz.
O levantamento pode ser acessado na íntegra no site do BNB, na área de publicações Etene Macro (https://www.bnb.gov.br/s482-dspace/handle/123456789/2099).
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