"Foi uma honra ainda mais vindo da mídia de maior destaque de Taekwondo em nível mundial", disse o lutador da classe K44, para atletas com amputação de braço. O brasileiro, que nasceu com uma má formação congênita no braço esquerdo, ficou à frente do mexicano Diego Garcia (segundo colocado) e o argentino Juan Samorano (terceiro). "Todos nós estamos classificados para os Jogos Paralímpicos. É claro que em categorias diferentes. Tanto o mexicano quanto o argentino lutam no peso até 75kg e eu, até 61kg. É um trio que representa muito bem o nosso continente ao redor do mundo. As Américas estão crescendo demais e muito por causa dos nossos resultados", completa.
Natural da Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, Nathan carimbou o
passaporte para o evento de Tóquio no Classificatório da Costa Rica em
março de 2020. "Estavam os melhores do continente. Foi um torneio bem
pesado. Somente o melhor de cada categoria levava a vaga. Fiz três
lutas. A primeira contra um colombiano. Foi 20 a 18. Uma luta bem
apertada. Estava um pouco nervoso. Depois, passei por um atleta da
República Dominicana por 80 a 20. Um recorde de pontos na modalidade em
todo mundo. Estava muito bem preparado. Na final, contra um cubano,
ganhei de 36 a 17 e fiquei com a vaga. Cheguei muito bem treinado. Sabia
do peso do torneio e do tamanho do desafio", lembra o brasileiro.

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