quarta-feira, março 03, 2021

Brasil deixa ranking das 10 maiores economias, após queda de 4,1% do PIB.

Com a queda de 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, o Brasil deixou o ranking das 10 maiores economias do mundo. As contas do economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini, mostram que o País passou para o 12.º lugar, com participação de 1,6% no PIB global.

Em 2011, o País era a sétima maior economia do mundo, posição que ocupou até 2014. Quando veio a recessão de 2015 e 2016, o Brasil perdeu duas posições nesse ranking, passando para o oitavo lugar em 2017 e para o nono, nos dois últimos anos.

Os dados confirmam as projeções feitas em outubro pelo FMI para 2020: com a crise da covid-19 e seus impactos na economia mundial, o PIB do Brasil passaria de US$ 1,8 trilhão para US$ 1,4 trilhão até o fim do ano passado - o que levaria a economia brasileira a ser ultrapassada por Rússia, Coreia do Sul e Canadá, o que de fato ocorreu. Para 2021, a estimativa é que o País desça ao 14.º lugar.

No ranking de crescimento econômico de 50 países em 2020, o Brasil está em 21.º lugar. Ainda assim, o tombo da economia brasileira foi menor que o da média desses países (-4,8%), mas acima da verificada no mundo (-3,5%). Apenas três países terminaram o ano marcado pela pandemia da covid-19 no azul: Taiwan, China e Turquia.

Com o resultado do PIB divulgado nesta quarta-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil ficou logo atrás de Bulgária, Romênia e Holanda (todos com -3,8%), Letônia (-3,6%) e Estados Unidos, que aparece na 16.ª posição, com uma queda de 3,5% no PIB anual. Entre os países da América do Sul listados, a Colômbia está no 38.º lugar, com um recuo de 6,8% no PIB, e o Peru ocupa a lanterna do ranking, com uma perda de 11,1%.

Os três primeiros lugares do levantamento são ocupados por Taiwan (+3,1%), China (+2,0%) e Turquia (+1,6%), únicas economias que cresceram no ano passado. No quarto trimestre, entretanto, essas economias já demonstraram um crescimento mais contido. A China, por exemplo, cresceu 2,6% ante o terceiro trimestre, passando ao 15.º lugar na base trimestral. O gigante asiático foi o único país do mundo onde a crise começou antes - epicentro da pandemia, registrou o tombo no PIB no primeiro trimestre, enquanto o segundo já foi de recuperação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário