O Superior Tribunal de Justiça (STJ)
decidiu afastar preventivamente o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi
enquanto prosseguem as apurações sobre denúncias de importunação sexual.
A decisão foi tomada por unanimidade nesta terça-feira (10), em sessão
extraordinária do Pleno.
O afastamento é cautelar, temporário e
excepcional. Durante o período, o ministro ficará impedido de utilizar
gabinete, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo.
Os ministros também marcaram para 10
de março de 2026 a sessão que analisará o relatório final da Comissão
de Sindicância. A reunião foi convocada pelo presidente do STJ, Herman
Benjamin, após a repercussão do caso e o surgimento de novas
informações.
Antes da decisão, Buzzi já estava
afastado por licença médica e havia solicitado prorrogação por mais 90
dias para tratamento psiquiátrico.
Na segunda-feira (9), a
Corregedoria Nacional do CNJ abriu nova reclamação disciplinar após
indícios de outra possível vítima. O conselho informou que os
procedimentos tramitam sob sigilo legal.
A defesa do ministro criticou a
divulgação de informações e alegou vazamento de dados ainda não
verificados. Os advogados afirmam que não tiveram acesso aos autos e
negam qualquer irregularidade, classificando os vazamentos como
indevidos.
Em depoimento à polícia, a
denunciante relatou contato físico indesejado durante uma viagem ao
litoral. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido no mar, em local
afastado da faixa de areia. A jovem afirmou enfrentar abalos emocionais e
realiza acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
O
advogado da vítima, Daniel Bialski, afirmou confiar no rigor das
investigações e destacou a importância de preservar a denunciante e seus
familiares.
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