quarta-feira, agosto 15, 2018

Ceará é o estado com maior número de policiais mortos por bandidos no Nordeste.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 51 policiais civis e militares morreram no Estado nos últimos dois anos. As principais vítimas são os militares.

Morreram mais policiais militares e civis no Ceará do que em outros estados da região Nordeste nos anos de 2016 e 2017. É o que aponta os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados na última quinta-feira (8). De acordo com o levantamento, nesse período, 51 agentes de segurança foram assassinados em todo o Estado.

As principais vítimas são os policiais militares, que correspondem a 94% dos homicídios. Em nível nacional, Ceará ocupou o terceiro lugar, em 2016, e o quarto, em 2017, ficando atrás para cidades da região Sudeste e Norte do País.

Segundo a pesquisa do Fórum, quase 80% dos agentes foram assinados nos momentos de lazer, correspondendo a um número de 40 mortes. Os PMs foram as principais vítimas com 37 assassinatos, enquanto policiais civis somam em três casos.

Já os números de assassinatos de policiais durante o serviço são bem menores comparado com os casos de mortes nos momentos de folga. De acordo com os dados, 11 homicídios foram registrados. Todas as vítimas eram militares. O ano com o maior número de registro de casos foi 2016, com nove, enquanto, em 2017, foram contabilizados dois homicídios.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sindipol), a explicação para os números deve-se a vulnerabilidade em que os oficiais se encontram nos momentos de folga, ao contrário de quando estão em serviço. “Em serviço, é uma situação totalmente distinta. O policial está acompanhado por equipe e com equipamentos de segurança. Além disso, está atento a qualquer situação de confronto”, ressalta.

Por outro lado, nos momentos de lazer, os oficiais estão desprevenidos e, ao serem abordados por criminosos, precisam reagir por conta da identificação como policial a partir da carteira funcional. “Se ele for identificado pela carteira funcional, o criminoso vai atirar”, afirma.

O Tribuna do Ceará solicitou um posicionamento para a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e para a Polícia Militar sobre as medidas de segurança para garantir a vida dos policiais, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

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