Tradicional brincadeira do mês de
dezembro, o ‘amigo secreto’ (ou amigo oculto, dependendo da região do
país) fará parte das comemorações neste fim de ano da maior parte dos
brasileiros. De acordo com um levantamento realizado pelo Serviço de
Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de
Dirigentes Lojistas (CNDL) 57,2% dos consumidores pretendem participar
desse tipo de confraternização. Dois em cada dez (20,4%) consumidores
disseram que irão entrar no jogo para gastar menos. Outros 28,5% o fazem
por gostarem da brincadeira, ao passo que, 9,6% sempre participam para
não serem vistos como antissociais.
Para a economista-chefe do SPC Brasil,
Marcela Kawauti, o amigo-secreto é uma opção cada vez mais usada para
driblar os efeitos da crise sem abrir mão do ato de presentear. “É uma
confraternização coletiva que resolve a obrigação de comprar presentes
para várias pessoas, já que cada um se encarrega de presentear apenas um
participante e, no fim, ninguém fica sem presente. Neste tipo de
brincadeira, todos presenteiam e saem presentados e é bastante comum
estabelecer um limite para o valor a ser gasto”, destaca a economista.
Considerando os 42,8% de consumidores
que não vão participar de amigo secreto neste fim de ano, a principal
justificativa é o receio de ganharem presentes indesejados ou ruins
(22,5%), seguido da falta de dinheiro (20,3%).
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