Pesquisadores da Escola de Ciência da Computação da Universidade de
Newcastle, no Reino Unido, descobriram uma brecha de segurança nos
sistemas de pagamento da Visa que torna possível decifrar informações de
cartões de crédito da marca em apenas seis segundos.
O problema consiste na junção de duas fraquezas. Em primeiro lugar,
os sistemas de pagamento não detectam múltiplos requerimentos inválidos
que venham de sites diferentes, o que significa que o hacker pode criar
um programa que faça com que o sistema receba requisições de vários
sites e ele jamais seria descoberto. Cada site pode fazer entre dez e
vinte tentativas antes de ser bloqueado pelo sistema.
Em
segundo lugar, cada vez que o sistema de pagamento é acionado, ele pede
uma peça diferente de informação do comprador: às vezes é o número do
cartão com data de validade, às vezes esses dois mais o CVV (número de
segurança). Como a cada compra é requisitado um dado diferente, dá para
adivinhar todas as informações pouco a pouco ao juntar as peças, como se
tudo não passasse de um quebra-cabeça.
Mohammed Ali, estudante PhD que liderou o experimento, informou em
uma nota à imprensa que esse processo de adivinhação é muito fácil
porque os cartões de crédito usam sistemas numéricos simples. Como o CVV
é composto de apenas três números, com mil tentativas é possível obter a
combinação correta, e como a maioria dos cartões vem com validade de 60
meses, são necessárias 60 tentativas para conseguir os números.
Com as duas falhas combinadas, leva algo em torno de seis segundos
para descobrir as informações necessárias para gastar o dinheiro alheio
pela internet. A MasterCard não oferece esse risco porque possui uma
rede centralizada, o que fez com que a bandeira detectasse o ataque em
menos de dez tentativas.
O doutor Martin Emms, coautor do estudo, declarou que não há algo que
os consumidores possam fazer para evitar cair num golpe do gênero, cabe
à Visa trabalhar para resolver a questão. “A única forma certa de não
ser hackeado é manter seu dinheiro no colchão e isso não é algo que eu
recomendaria”, escreveu. Via Olhar Digital.
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