A intenção do governo de igualar a idade mínima de aposentadoria para
homens e mulheres está provocando debate entre feministas de diversos
ramos acadêmicos. A maioria defende que se mantenha a diferença, pela
dupla jornada feminina e pela baixa cobertura de creches e escolas em
tempo integral. Mas há quem defenda que a igualdade é bem-vinda, diante
da vida sete anos mais longa da mulher e para não reforçar o papel
tradicional feminino. Para se chegar à igualdade, no entanto, defendem
que é necessário um tempo de transição.
A proposta do governo que está tramitando no Congresso prevê 65 anos de
idade para se aposentar. Atualmente, as mulheres podem requerer o
benefício a partir de 60 anos e os homens, 65 anos.
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