
(Foto reprodução/Google)
O médico baiano Carlos Augusto Mello,
que participou, no Rio de Janeiro, do Congresso da Sociedade Brasileira
de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, retornou a Salvador cheio de
novidades, mas também preocupado com alguns números apresentados no
evento.
O congresso debateu durante cinco dias o
aumento de riscos e as complicações pós-cirúrgicas com a participação
de especialistas de todo país.
A principal preocupação de Carlos
Augusto Mello, que dirige a Central da Obesidade, na Clínica João Paulo
II, no Rio Vermelho, foi a constatação de que um quarto dos pacientes
que reduzem o estômago volta a ficar obeso. Segundo o cirurgião, “a
dieta inadequada e falta de atividade física são as principais causas
para o isto acontecer”.
“O natural é o paciente ganhar 10% do
peso perdido após a redução do estômago, mas muitos esquecem as
recomendações médicas, voltam a comer tudo e não praticam atividade
física. Ficam magros com cabeça de gordinhos e acabam engordando de
novo”, disse o especialista.
Carlos Augusto Mello explica que o
paciente operado tem que seguir todas orientações médicas para evitar
problemas porque além da volta do peso, ele vai apresentar os mesmos
fatores de riscos de antes da cirurgia como: pressão alta e diabete,
gordura no fígado, por exemplo.
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