Depois de ver os líderes das bancada do
PSDB no Congresso Nacional defenderem o impeachment da presidente Dilma
Rousseff e a realização de novas eleições presidenciais na semana
passada, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou ontem
segunda-feira (10) a possibilidade de um pedido de impedimento.
“Essa questão de impeachment não está
colocada neste momento. Não há nenhuma proposta hoje de impeachment no
Congresso Nacional. O que precisa agora é investigar, investigar,
investigar e cumprir a Constituição”, afirmou.
A declaração foi feita no Recife, onde o
governador participou, ao lado do senador Aécio Neves, presidente do
partido, de uma solenidade em homenagem ao governador Eduardo Campos,
morto em 2014.
Os aliados de Alckmin na Executiva da
sigla reclamaram na semana passada com emissários de Aécio que o partido
não debateu o tema em suas instâncias de decisão. Dizem que, neste
momento de acirramento da crise, a estratégia tucana deve ser desenhada
com a participação de todas as correntes internas.
Ao afirmar ontem na capital pernambucana
que “as alternativas que estão colocadas não dependem do PSDB”, Aécio
agiu para evitar que se instalasse uma crise entre os líderes das
bancadas tucanas no Congresso Nacional e a ala paulista do partido. O
senador José Serra (PSDB-SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
também desaprovaram a radicalização dos parlamentares.
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