A produção de bicicletas no país caiu
11,5% em 2016 na comparação com 2015. Foram 669.729 unidades ante
757.045 produzidas no ano anterior, segundo dados da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas,
Bicicletas e Similares (Abraciclo).
Segundo o vice-presidente do segmento de
Bicicletas da entidade, João Ludgero, a queda se deve a “dificuldades do
contexto econômico nacional” em 2016. Apesar do resultado, para 2017, o
setor espera recuperação e projeta um crescimento de 19%.
“O otimismo em relação à melhora na
economia e na estabilidade política do país contribui para prever uma
recuperação de volumes no setor em 2017”, avaliou Ludgero, segundo
comunicado divulgado pela Abraciclo.
Em dezembro, a queda na produção chegou a
77,9% em relação a novembro, com 15.245 bicicletas produzidas ante
68.850 que saíram das fábricas no mês anterior. Em geral, o resultado do
último mês do ano é influenciado pelas férias coletivas dos
trabalhadores da indústria.
Balança comercial
Em 2016, as exportações de bicicletas
somaram 8.423 unidades, 27,4% a mais do que em 2015. Segundo a
Abraciclo, os três principais destinos das bicicletas brasileiras em
2016 foram Paraguai, com 4.192 unidades; a Bolívia, com 2.962 unidades; e
o Uruguai, com 778.
Já as importações tiveram queda de 44,4%,
com 135.153 bicicletas compradas de outros países no ano passado. Os
três principais fornecedores destes produtos para o mercado brasileiro
em 2016 foram a China, com 115.841 unidades; Taiwan, com 11.013
unidades; e Portugal, com 3.918 bicicletas.
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