segunda-feira, julho 23, 2018

54 cidades do RN não possuem transporte intermunicipal.

O transporte intermunicipal de passageiros é inexistente em 54 cidades e 17 distritos do Rio Grande do Norte, deixando desassistidas pelo menos 437.789 pessoas residentes nesses locais. Para se deslocarem entre uma cidade e outra, essa parcela da população depende de meios particulares ou dos transportadores clandestinos, chamados de ‘loteiros’. Apesar de formalmente existirem linhas para os municípios e distritos, elas foram abandonadas pouco a pouco por falência das empresas responsáveis ou por não serem rentáveis.

Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), que abarca os responsáveis pela operação das linhas intermunicipais, a inexistência da fiscalização na atividade dos ‘loteiros’ e a popularização de veículos próprios na última década são razões que levam as empresas à falência. “Há um descaso por parte do Governo do Estado, responsável pela regulamentação e fiscalização do transporte público, há anos e por parte de diversas gestões”, avalia o empresário Eudo Laranjeiras, presidente da Fetronor.

A falência foi o destino de cinco das dez empresas que exploravam o mercado de transporte intermunicipal nos últimos 15 anos, resultando em 96 linhas sem operação. Nestes casos há duas saídas: ou outras linhas assumem a área da desativada, tendo o trajeto ampliado, ou a população fica desassistida. Esse último é a realidade, por exemplo, do município de Açú, o maior entre os 54 sem linhas intermunicipais, com população de 58 mil habitantes, segundo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017.

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