quarta-feira, abril 09, 2014

Gays criam estratégias para combater homofobia.


As paradas gays e outras manifestações de rua têm papel importante e indiscutível na luta pelos direitos da comunidade LGBT, sem falar no combate ao preconceito. Mas o ativismo não vive só de grandes eventos coletivos. Longe dos holofotes, algumas pessoas têm tomado inciativas individuais para combater à homofobia no seu dia a dia e junto às pessoas que as cercam.

Psicóloga e revisora de texto, Maria Clara Paes, 25, é uma das pessoas que fazem de seu cotidiano um espaço de mudança e de transformação. Ela integra a frente LGBT da faculdade paulistana FMU e ministra palestras sobre diversidade sexual para jovens. Maria Clara já fez este trabalho de conscientização inclusive na empresa em que trabalha, após se sentir incomodada com comentários e insinuações de colegas a respeito de sua homossexualidade.

“Recebia várias indiretas, olhares tortos. Depois de 15 dias fiz uma reunião para deixar claro que exigia respeito. A conversa funcionou”, relata Maria Clara, que trabalha num centro de capacitação de jovens profissionais.

No entanto, a psicóloga admite que o papo com os colegas não foi nada agradável. “Chorei, fiquei nervosa, me senti invadida porque tive que me expor. Mas falei que me julgar pela minha orientação sexual era mesquinho. Acredito em um mundo que evolui, no qual as pessoas se preocupam com o seu caráter e não com sua orientação sexual”, defende Maria Clara.

Quando dá suas palestras, Maria Clara faz questão de ressaltar a importância desta diferenciação. “Sou educadora, lido com jovens de 14 a 24 anos, promovo palestras e oficinas para discussão de diversidade sexual, falando também sobre outras minorias”, descreve a psicóloga, que também usa as redes sociais como ferramenta para disseminar informação. “Compartilho e promovo debates no Facebook, porque eles são importantes.”

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