Durante o Fórum Permanente de Governadores realizado nesta
segunda-feira, em Brasília (DF), o chefe do Executivo do Rio Grande do
Norte, Robinson Faria, sugeriu que os estados que têm dívidas pouco
representativas com a União, como é o caso do RN, tenham acesso a uma
linha de crédito especial já que não serão contemplados pela proposta de
renegociação das dívidas de outras federações. O Fórum foi presidido
pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e teve a
participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e 18
governadores, na residência oficial de Águas Claras.
A ideia da linha de financiamento é um desdobramento da reunião de
secretários realizada no domingo (19) e que contempla, além do RN,
Amazonas, Tocantins, Pará, Distrito Federal e Paraíba. A sugestão é que
seja criado um crédito baseado em antecipação do Fundo de Participação
dos Estados.
Outra forma seria o fim da renúncia do imposto de renda sobre lucros
dividendos, implantada em 1995. A suspensão da renúncia significaria, em
termos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Estados (FPE),
mais de R$ 1 bilhão por ano nos cofres do RN. A dívida do RN com a
União, de acordo com a Secretaria de Estado do Planejamento e das
Finanças, é de R$ 1,3 bilhão, valor que está sendo quitado
parceladamente.
A questão da renúncia será tratada em data a ser agendada por um
grupo de trabalho liderado pelo Ministério da Fazenda em conjunto com os
estados. A medida visa atender às unidades federativas que, apesar da
dívida pouco significativa com a União, passam por igual dificuldade de
caixa.
Após o Fórum, os governadores seguiram para uma reunião com o
presidente interino Michel Temer para tratar pautas específicas de cada
estado, renegociação das dívidas, mas também dialogar sobre o projeto de
Lei que altera as regras do Simples Nacional, conhecido como
Supersimples, um sistema diferenciado de tributação que soma oito
impostos em um único boleto e beneficia as micro e pequenas empresas com
redução da carga tributária.
Para o governador Robinson Faria, o Fórum foi crucial em um momento
de aperto financeiro de todos os estados da federação. “O nosso objetivo
é criar um diálogo permanente e encontrar uma solução que seja benéfica
tanta para nós governadores quanto para a União. Sabemos das
dificuldades, entendemos o momento pelo qual está passando o Brasil, mas
não podemos ficar parados. Precisamos recuperar nossa capacidade de
investimento para executar obras essenciais para o pleno funcionamento
do Rio Grande do Norte”. Via PnoAR.
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