terça-feira, março 01, 2016

Greve dos professores em Natal segue sem perspectivas de negociação.

Iniciada há mais de uma semana, a greve de professores de Natal segue sem perspectivas de resolução. Apesar de a adesão não ser de 100%, segundo confirma o próprio Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte-RN), é possível perceber os efeitos da paralisação ao visitar as escolas da rede pública municipal.

Em visita a algumas unidades de ensino, a reportagem do portalnoar.com encontrou escolas completamente vazias ou funcionando em horário reduzido. Outras funcionavam normalmente.

No bairro de Cidade da Esperança, o Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Raquel Filgueira é uma das instituições que aderiram ao movimento grevista. Com 90% de participação na paralisação, o centro teve seu quadro de professores reduzido de cinco para dois, o que levou a instituição a diminuir também a jornada de aulas de quatro para três horas, nos dois turnos em que funciona.

Mãe de um dos alunos do centro, a dona de casa Érica Nascimento Soares, reconhece que a greve prejudica o andamento dos estudos dos alunos, mas ao mesmo tempo pondera que os professores também tem o direito de reivindicar melhorias para a categoria.

“Acho até que os próprios pais dos alunos deveriam se juntar aos professores para, quem sabe assim, a prefeitura não se sensibilizar e adiantar algum tipo de negociação. O que não pode é ficar parado”, declarou.

No bairro vizinho, em Dix-Sept Rosado, o cenário na Escola Municipal Prefeito Mário Lira era de deserto total. A A única funcionária presente no local – que preferiu não se identificar – informou que a adesão é de 100% e que os 398 alunos matriculados na instituição estão sem aulas.

No Cemei de Nova Descoberta, na zona Sul da capital, a situação não é diferente. Além da falta de professores, uma funcionária, que também pediu para que sua identidade fosse resguardada, informou que mesmo sem a greve, a instituição não estaria funcionando por falta de merenda. Ele, no entanto, não informou há quanto tempo falta os alimentos para oferecer a refeição aos alunos.

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