"É a opinião de um analista, não é a opinião do Santander", afirmou o
presidente do banco Santander, Emilio Botín, em evento no Rio de
Janeiro nesta terça-feira (29), sobre comunicado do banco
que afirmava que o eventual sucesso eleitoral da presidente Dilma
Rousseff (PT), candidata à reeleição, poderia piorar a economia do
Brasil. A carta foi enviada na última página do extrato dos clientes na
categoria "Select", com renda mensal superior a R$ 10 mil. O executivo
disse que o caso foi resolvido e que a pessoa responsável pelo envio do
comunicado já foi demitida.
"Enviamos uma carta à presidente. A
pessoa tinha que ser demitida porque fez coisa errada", declarou Botín
durante encontro de reitores, que discutem o futuro das universidades no
século 21. O evento, organizado pelo banco Santander, vai até hoje
(29), no Rio de Janeiro.
Quando questionado sobre a falta de
representantes do Governo Federal no evento internacional, Botín
ressaltou que "[aqui] não é reunião de governo. Aqui é reunião de
reitores." O secretário da Educação Superior, Luiz Cláudio Costa
cancelou a ida ao evento. Segundo a assessoria de imprensa, a decisão
foi tomada antes da polêmica envolvendo o banco.
A presidente Dilma Rousseff disse que é "lamentável" a carta da instituição financeira. A declaração foi feita durante a sabatina realizada nesta segunda-feira (28) pelo UOL, pela "Folha de S.Paulo", pelo SBT e pela rádio Jovem Pan.
"Lamento que o que aconteceu. É inadmissível. Um país não deve aceitar
uma interferência de qualquer instituição financeira de qualquer nível",
defendeu a presidente.
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