A Marinha começou hoje (20) a fase de integração dos quatro
submarinos convencionais da Classe Riachuelo, construídos pelo Programa
de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). O presidente Michel Temer e
outras autoridades participaram da cerimônia de início da montagem final
do primeiro deles, no Complexo Naval de Itaguaí, na região
metropolitana do Rio de Janeiro. O presidente acionou o mecanismo
simbólico que uniu duas partes da embarcação.
Temer destacou a
importância da construção do submarino para o desenvolvimento
tecnológico e científico do país. "Vamos avançando a passos firmes em um
projeto abrangente e ambicioso. O Prosub é peça chave não apenas em
nossa política de defesa, mas também em nossa estratégia de
desenvolvimento científico e tecnológico. Estamos construindo mais um
capítulo em defesa da soberania nacional".
O presidente lembrou
que a construção do submarino de propulsão nuclear, com tecnologia
totalmente brasileira, impulsionará também setores tecnológicos como a
medicina e a matriz energética, além de gerar empregos de mão de obra
extremamente especializada.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann,
destacou a importância do país ter capacidade de dissuasão, alcançada
com os submarinos, apesar de ser um país pacífico. "Vai nos possibilitar
a capacidade de ter uma tecnologia que nos dê defesa, desenvolvimento e
produtividade. O Brasil é um país provedor de paz. O Brasil é um
defensor da ordem internacional e do direito internacional dos povos.
Nós respeitamos a soberania e não aceitamos a solução pela força e a
ingerência seja de quem for e por qual motivo. Mas infelizmente na ordem
internacional prevalece a anarquia e não o direito. Por isso o Brasil
precisa de capacidade de dissuasão para defender a sua soberania, o seu
território e os seus interesses. Embora pacífico, não é desarmado e
nunca será desarmado na defesa de seu povo e dos seus interesses".
O
governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, lembrou que o
projeto gera 4.700 postos de trabalho diretos e indiretos, o que é
necessário para o estado, segundo ele, inclusive para promover a
segurança.
"Hoje, a gente começa a retomar [a economia], devido a
esse grande trabalho da equipe econômica. O Brasil começa a crescer de
novo. O que nós precisamos no estado do Rio é de muita segurança, e o
senhor [presidente Temer] está sendo parceiro nosso, mas a gente precisa
muito de emprego, que a atividade econômica volte fortemente. O que o
ministro [da Fazenda, Henrique] Meirelles puder colocar aqui, trazer
investimentos estratégicos, é fundamental. A gente só ganha a guerra da
segurança pública com a carteira de trabalho assinada".
As
autoridades não deram declarações sobre a intervenção militar federal no
Rio de Janeiro e saíram sem conversar com a imprensa.
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