Continuam internadas em hospitais da cidade cinco pessoas feridas
durante o tiroteio em uma casa de shows no bairro Cajazeiras, em
Fortaleza, ocorrido no último sábado (27). Um homem e três mulheres,
sendo duas adolescentes, passaram por cirurgia e estão no Instituto Dr.
José Frota (IJF). A assessoria do hospital não divulgou o estado de
saúde deles. Agora à tarde, o IJF informou que todos estão estáveis e em
recuperação.
O quinto ferido está no Hospital Distrital Edmilson
Barros, unidade de atenção secundária. Ele passou por cirurgia e seu
estado de saúde é estável.
No domingo (28), parte das 14 pessoas
assassinadas foi sepultada em cemitérios da cidade. Um dos sepultados
vendia lanches em frente à casa de shows e foi um dos primeiros a ser
atingido pelos tiros, disparado por um grupo armado que invadiu a festa.
Considerada a maior chacina do Ceará, o crime aconteceu durante uma
festa conhecida como Forró do Gago.
O Ministério da Justiça vai
auxiliar as forças de segurança do Ceará nas investigações. Uma
força-tarefa formada por membros da Secretaria Nacional de Segurança
Pública, das polícias Federal e Rodoviária Federal e do Departamento
Penitenciário Nacional darão suporte à Secretaria da Segurança Pública e
Defesa Social (SSPDS).
Em nota, o ministério informou que “o
reforço tem objetivo de propiciar aos órgãos de segurança do estado que
atuem para reprimir de forma exemplar a ação de grupos criminosos
envolvidos na chacina”.
Em coletiva de imprensa realizada domingo
(28), o governador do Ceará, Camilo Santana, cobrou do governo federal
ações efetivas de combate ao crime organizado.
“Estamos pagando
um preço muito caro hoje por falta de uma política nacional [de combate
ao crime organizado]. O tráfico e essas facções começaram no Rio e em
São Paulo e se espalharam pelo Brasil inteiro. É uma briga de
territórios. Precisa ter uma ação integrada e o governo federal precisa
cumprir o seu papel.”
Na nota divulgada pelo Ministério da
Justiça, o ministro Torquato Jardim “reafirma que a União seguirá
cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e financeiro aos estados,
como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de segurança pública
trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os governantes não
solicitem apoio por razões eminentemente políticas.”
Das cinco
pessoas suspeitas de participar da ação, a Polícia Militar aponta que
três seriam os mandantes da chacina. As forças de segurança não
confirmam se a ação criminosa teve a participação de facções.
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