No mundo todo, estima-se que pelo menos 200 milhões de meninas e
mulheres convivem com as terríveis consequências de mutilação genital
feminina (MGF), de acordo com as Nações Unidas. Entre os problemas
acarretados pela prática, estão os sangramentos graves e problemas de
saúde, incluindo cistos, infecções, infertilidade e complicações no
parto.
A MGF é uma das violações mais brutais dos direitos
humanos das mulheres e consiste na remoção parcial ou total dos órgãos
genitais externos femininos (clitóris, pequenos e grandes lábios) e é
feita com maior frequência em meninas entre os cinco e oito anos, muitas
vezes em condições de higiene deploráveis. A prática não tem benefícios
médicos e as lesões físicas e psíquicas são graves e permanentes.
A
mutilação genital feminina ainda é realizada em alguns países
africanos, asiáticos e do Oriente Médio. Estima-se que cerca de 44
milhões de garotas de até 15 anos convivem com o problema. Os países com
índices mais altos de meninas mutiladas são Gâmbia (56%), Mauritânia
(54%) e Indonésia (50%).
Os países com maiores índices de MGF de mulheres entre 15 e 49 anos são a Somália (98%), a Guiné (97%) e o Djibouti (93%).
Entre
os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável está o fim das MGF até
2030. A meta visa eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos
prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas.
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