Pouco mais de um mês após considerar uma emergência internacional o
avanço dos casos de microcefalia ligados ao vírus zika, a Organização
Mundial de Saúde (OMS) reúne nesta terça-feira especialistas de vários
países em Genebra, na Suíça, para reavaliar as estratégias em resposta
ao surto da doença. Pesquisadores acreditam que o órgão vai elevar o
alerta internacional em relação ao zika.
O Comitê de Emergência da OMS deve ainda rever suas recomendações sobre o
comércio e as viagens ao Hemisfério Sul, que enfrenta a temporada de
maior transmissão do vírus.
— Estamos agora na época de maior transmissão do vírus da dengue no
Hemisfério Sul, que começou há um mês ou mais. Como é o mesmo vetor (o Aedes aegypti),
acreditamos que esta seria obviamente a de maior transmissão do zika
também — afimou Bruce Aylward, diretor executivo da OMS para Epidemias e
Emergências de Saúde.
Entre os participantes do encontro estão o médico Jorge Kalil, diretor
do Instituto Butantan, de São Paulo, e a bióloga Constância Ayres, do
Departamento de Entomologia da Fiocruz de Pernambuco. Kalil vai comandar
um dos painéis de debate hoje, sobre as tecnologias médicas para
combater o vírus.

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