
A sinalização favorável dos países da União Europeia abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França.
"Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões", afirmou Lula em uma rede social.
O presidente destacou ainda que a aprovação provisória acontece em um "cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo", que é alvo de críticas frequentes de Lula.
"O acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos", declarou.
Na avaliação do petista, o texto amplia as oportunidades para as exportações brasileiras, estimula investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais entre os dois blocos.
O presidente disse ainda que o acordo é resultado do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países.
O lado Europeu também se manifestou celebrando o acordo, Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, disse que o tratado é considerado positivo para o bloco europeu por trazer benefícios para consumidores e empresas, além de contribuir para a soberania e a autonomia estratégica da União Europeia.
O posicionamento destaca ainda que o acordo reforça direitos trabalhistas, amplia a proteção ambiental e prevê salvaguardas para agricultores europeus.
“Hoje é um bom dia para a Europa e para os nossos parceiros do Mercosul”, afirmou a autoridade europeia em nota.
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