
O secretário Thiago Mesquita detalhou que a intervenção foi planejada como “uma intervenção de resiliência ambiental, e não apenas como uma obra de caráter paisagístico ou turístico”. Em entrevista ao NOVO Notícias, ele relembrou que Ponta Negra perdeu praticamente toda a faixa natural de areia.
“Perdemos completamente a areia praial ao longo dos quatro quilômetros da orla de Ponta Negra. O principal objetivo que motivou todo esse investimento foi combater a erosão costeira, e esse objetivo vem sendo alcançado”.
Os efeitos da obra foram sentidos rapidamente. Enquanto municípios do litoral norte, como Macau e Touros, registraram impactos significativos durante marés intensas em julho e agosto, em Ponta Negra “os efeitos foram mínimos. Na área próxima ao Morro do Careca, a maré avançou um pouco, formou uma poça d’água e, em menos de duas horas, o material já havia infiltrado. Foi o único registro”.
Além da proteção ambiental, a recomposição da faixa de areia devolveu o acesso à população e aos turistas, e permitiu o retorno de atividades esportivas e eventos culturais.
O secretário destacou que obras desse porte exigem período de adaptação, estimado em até 24 meses, e listou desafios técnicos do primeiro ano, como a cor escura inicial da areia, presença de rodolitos, formação de uma berma de três metros e ajustes no sistema de drenagem, concluído em fevereiro do ano passado.
Segundo Mesquita, “ela [a drenagem] funcionou perfeitamente. Circularam muitas informações falsas, mas os dados técnicos comprovam o funcionamento do sistema”. A expectativa agora é manter o aterro com manutenção preventiva para ampliar sua durabilidade e consolidar os benefícios econômicos e ambientais do projeto.
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