Investigadores da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) apuram possível vazamento de informações na operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
A suspeita surgiu após episódios considerados atípicos nas três fases da operação, realizadas em novembro de 2025, janeiro e março de 2026. O foco é identificar se dados sigilosos foram antecipados, comprometendo ações policiais e a coleta de provas.
Primeira fase levanta suspeitas iniciais
Na primeira etapa, em novembro de 2025, a PF investigava a venda de carteiras de crédito sem lastro e negociações envolvendo o banco.
Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para os Emirados Árabes. Para investigadores, a coincidência levantou suspeita de possível aviso prévio. A defesa afirma que a viagem era a trabalho.
O caso estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Segunda fase teve ações frustradas
Os indícios se intensificaram na segunda fase, em janeiro de 2026.
A PF cumpriu 42 mandados e bloqueou R$ 5,7 bilhões, mas encontrou dificuldades:
- imóveis vazios ou esvaziados às pressas
- ausência de equipamentos eletrônicos
- investigados fora dos locais
Houve ainda casos de investigados em aeroportos na véspera das ações, como: Fabiano Campos Zettel e Nelson Tanure.
Outro ponto que chamou atenção foi a presença antecipada de advogados em endereços antes da chegada da polícia.
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