A produção de motocicletas alcançou as
671.293 unidades no primeiro semestre do ano de 2022, 18% a mais do que
as 568.863 produzidas no mesmo período do ano passado, de acordo com a
balanço divulgado hoje (12) pela Associação Brasileira dos Fabricantes
de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares
(Abraciclo).
No mês de junho 101.695 motocicletas saíram
das linhas de montagem, queda de 21,6% na comparação com maio, quando
foram produzidas 129.781 e de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano
passado, quando a produção foi de 105.450 motocicletas.
Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos
Fermanian, a retração já era esperada devido ao início das férias
coletivas. “As fábricas aproveitam essa parada para realizar as
manutenções e os ajustes necessários em suas linhas de montagem”, disse.
As vendas totalizaram 636.565 unidades no
acumulado do ano, o que representa um aumento de 23,1% na comparação com
o mesmo período de 2021, quando foram licenciadas 517.154 motocicletas.
Em junho, houve queda de 9,4% nos emplacamentos com um total de 20.841
unidades ante as 133.344 unidades de maio. Com relação ao mesmo mês do
ano passado (106.680 motocicletas) houve alta de 13,3%.
Segundo o balanço, a categoria mais vendida foi a street (conhecidas também como city, são desenhadas para uso nas cidades) com 59.364 unidades e 49,1% de participação no mercado, seguida pela trail (motos
mais leves, com suspensão de curso longo e para-lamas altos) que teve
24.213 motocicletas vendidas e foi 20% do mercado. A Motoneta aparece em
terceiro lugar com 18.169 unidades e 15% da participação nas vendas.
As motocicletas de baixa cilindrada (até
160) chegaram às 100.499 unidades vendidas, o que representa 83,1% do
mercado. Os modelos de 161 a 449 cilindradas tiveram 16.275 unidades
emplacadas (13,5% do mercado), enquanto as motocicletas acima de 450
cilindradas registraram 4.067 emplacamentos (3,4%).
“Atualmente existe fila de espera para os modelos de baixa cilindrada e para as scooters,
muito utilizadas nos serviços de entrega e para deslocamento urbano. O
tempo de espera é de cerca de 30 dias. No caso das motocicletas premium e
de uso misto, o estoque nas concessionárias já foi normalizado”,
explicou a Abraciclo.
As exportações tiveram queda de 4,4% no
primeiro semestre, com o embarque de 25.115 motocicletas para o mercado
externo, ante as 26.260 unidades exportadas no mesmo período do ano
passado. Em junho, foram exportadas 4.592 motocicletas, com uma retração
de 23,3% em relação às 5.990 unidades registradas em maio. Na
comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 4,2%, com a
comercialização de 4.409 motocicletas para os outros países.
De acordo com levantamento do portal de
estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques
totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, os três principais
mercados para qual o setor fez mais exportações foram a Colômbia (6.996
motocicletas e 28,9% do volume total exportado), a Argentina (6.185
unidades e 25,5%) e os Estados Unidos (4.656 motocicletas e 19,2%).