terça-feira, março 13, 2012

O padrinho da Globo.

Nunca entendi direito o porquê dos tradutores terem colocado o título de O Poderoso Chefão na obra-prima de Francis Ford Coppola chamada, originalmente, The Godfather (O Padrinho).

Ao assistir ao Jornal Nacional desta segunda (12), minha dúvida terminou.

A Globo canonizou Ricardo Teixeira. Em uma homenagem travestida de reportagem, a afilhada querida do poderoso padrinho fez elogios sem-fim aos seus feitos à frente da CBF.

Foram pouco mais de 3 minutos e 30 segundos de aplausos.

Foram números e marcas positivas quase sem-fim
- 112 títulos
- 5 Copas América
- 3 finais consecutivas de Copa do Mundo
- Assumiu com apenas dois patrocinadores e deixou a entidade com R$ 271 milhões em caixa
- Organizou o campeonato nacional de futebol
- Comandou a campanha vitoriosa do Brasil para sediar a Copa de 2014

Este santo homem foi injustiçado por aqueles que não compreendem o amor de um pai por uma filha, de um padrinho por sua afilhada.

Como tenho dito nos últimos dias, é fácil mentir dizendo a verdade.

Ricardo Teixeira não deixou apenas o comando do futebol brasileiro nesta segunda. Deixou a Globo órfã de seu maior padrinho.

E o Jornal Nacional discursou em seu velório público.

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