
Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço”.
Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha
restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter
“elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas
pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares,
pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo
econômico investigado”.
Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre
Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de
confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à
realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses
privados do Banco Master”.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria
escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um
bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que
Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor
responsável pela venda da unidade.
De posse dos dados, Lima teria acionado Valério Marega Júnior,
apontado como “operador financeiro” do Banco Master, a fim de tratar da
compra do imóvel. A negociação foi efetivada com a participação de
Daniel e David Lopes Monteiro, dupla que a PF afirma estar vinculada ao
núcleo empresarial e jurídico-financeiro do Banco Master.
Wagner admitiu conhecer o banqueiro Augusto Lima há algum tempo,
mas negou ter qualquer vínculo com o Banco Master ou com Daniel
Vorcaro, com quem garante ter se encontrado apenas duas vezes.
O parlamentar também admitiu ter pedido a Lima que comprasse um
apartamento do residencial Poème Horto, com a intenção de adquiri-lo em
um segundo momento.
“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um
apartamento destes. Como o Guga [Augusto Lima] é um investidor, disse a
ele: “Você pode comprar? Depois eu vou recomprar. Porque o apartamento
está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento
da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento. Ou ela
financiar”, contou Wagner, destacando não haver registros de
transferência patrimonial para o seu nome.
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