
Aliados do candidato do PL avaliam que os senadores da oposição teriam dificuldade de votar contra as medidas em pleno período eleitoral.
A preocupação é maior em relação à PEC do fim da escala 6x1, proposta que reduz a jornada de trabalho ao alterar o atual modelo em que o trabalhador atua seis dias para descansar um.
O PL contava com as animosidades entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que as propostas não avançassem na Casa. A reaproximação entre os dois, porém, frustrou essa expectativa.
Diante desse cenário, a estratégia da oposição será exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno do Senado.
Entre outros pontos, as regras da Casa determinam um intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ele pretende defender publicamente a importância dos temas tratados pelas propostas, mas argumentará que elas precisam ser debatidas com mais profundidade e, por isso, não deveriam ser votadas no calor da campanha presidencial.
A avaliação do PL é que uma discussão dessa dimensão deveria ocorrer apenas depois das eleições.
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