terça-feira, agosto 25, 2026

PL tenta barrar votação, mas admite derrota se PEC do fim da escala 6x1 chegar ao plenário.

A coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República vai tentar evitar a votação da PEC do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança Pública, mas admite nos bastidores que as propostas têm chances de serem aprovadas caso cheguem ao plenário do Senado.

Aliados do candidato do PL avaliam que os senadores da oposição teriam dificuldade de votar contra as medidas em pleno período eleitoral.

A preocupação é maior em relação à PEC do fim da escala 6x1, proposta que reduz a jornada de trabalho ao alterar o atual modelo em que o trabalhador atua seis dias para descansar um.

O PL contava com as animosidades entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que as propostas não avançassem na Casa. A reaproximação entre os dois, porém, frustrou essa expectativa.

Diante desse cenário, a estratégia da oposição será exigir o cumprimento rigoroso do regimento interno do Senado.

Entre outros pontos, as regras da Casa determinam um intervalo mínimo de cinco sessões entre as votações de primeiro e segundo turno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ele pretende defender publicamente a importância dos temas tratados pelas propostas, mas argumentará que elas precisam ser debatidas com mais profundidade e, por isso, não deveriam ser votadas no calor da campanha presidencial.

A avaliação do PL é que uma discussão dessa dimensão deveria ocorrer apenas depois das eleições.

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