Um grupo de 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta segunda-feira 7 uma carta ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedindo uma “investigação rigorosa” dos fatos que vêm provocando uma crise interna no tribunal. No documento, os ex-integrantes do STF afirmam confiar na condução de Fachin e defendem que o caso seja analisado com urgência pelo plenário, respeitando o devido processo legal.
Segundo a carta, a atual situação representa uma das crises mais graves já enfrentadas pelo Supremo. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
Assinam o documento os ex-ministros Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
A crise ganhou força após a retirada do sigilo de parte das investigações da Polícia Federal (PF) relacionadas ao caso do Banco Master. Os documentos tornados públicos mostram mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.
Em uma das conversas, registrada dias antes da primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, o empresário agradeceu a Moraes e afirmou ter uma relação de gratidão com o ministro e sua família.
A decisão de retirar parte do sigilo das investigações foi tomada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Posteriormente, Alexandre de Moraes solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de uma investigação contra Mendonça, sob alegações de possíveis irregularidades na atuação do colega.
O episódio ampliou a tensão entre os ministros. Na sequência, também veio a público a informação de que André Mendonça havia se reunido com Daniel Vorcaro. O ministro confirmou o encontro, realizado em 14 de março de 2025, em São Paulo, e informou que a reunião durou aproximadamente duas horas.
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