Spirulina: bactéria comercializada em cápsulas promoveria a saciedade
De tempos em tempos, as prateleiras de
lojas naturais e farmácias são inundadas por novos produtos com fama de
emagrecedores. Alimentos e suplementos ganham popularidade, mas logo
caem no ostracismo pela falta de comprovação científica e de resultados
que comprovem sua eficácia. Alguns modismos recentes foram o óleo de
coco, a quitosana e a spirulina. A bola da vez é o goji berry — e logo
virá outra. “As pessoas buscam uma maneira fácil e rápida de emagrecer.
Mas nenhum alimento faz milagre”, diz o endocrinologista Bruno Halpern,
coordenador do Centro de Controle de Peso do Hospital 9 de Julho, em São
Paulo.
O organismo humano precisa de proteína,
carboidrato e gordura para desempenhar suas funções metabólicas básicas.
“Deixar de ingerir esses nutrientes essenciais e basear a dieta em um
alimento supostamente milagroso é uma ameaça à saúde”, afirma o
nutrólogo Andrea Bottoni, coordenador da equipe de nutrologia do
Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco. Além disso, depositar
muita confiança em um único produto causa um prejuízo psicológico ao
paciente. Se a pessoa não emagrecer, pode perder a motivação para
encarar um regime que faça efeito de verdade.
O que funciona – A
fórmula eficaz para emagrecer inclui praticar atividade física
regularmente, dormir oito horas por dia e seguir uma dieta equilibrada.
Além disso, fracionar as refeições em cinco ou seis por dia, comer
pequenas quantidades e evitar produtos industrializados são passos mais
importantes do que consumir os alimentos com fama de milagrosos.
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