quinta-feira, janeiro 22, 2026

Será que foi pedido de Bolsonaro mesmo ou rejeição?

Bem, a reunião do PL aconteceu, a candidatura de Álvaro Dias ao governo do Estado foi lançada e o jogo entrou em outro patamar. Mas há um detalhe que não passa despercebido nos bastidores da política potiguar.

A versão divulgada por aliados de Rogério Marinho é a de que ele teria desistido da disputa ao governo a pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, abrindo caminho para Álvaro Dias. Essa explicação, porém, não convence a todos — e está longe de ser consenso.

O que pesa, de fato, são os números. As pesquisas internas e externas já indicavam um alto índice de rejeição de Rogério Marinho junto ao eleitorado do Rio Grande do Norte, um fator que dificulta qualquer projeto majoritário. Em política, rejeição alta costuma ser sentença quase definitiva.

Por isso, a leitura mais realista é simples: Rogério não saiu por generosidade nem por ordem superior. Saiu porque os dados mostravam que a candidatura não se sustentava eleitoralmente. O resto é narrativa para consumo externo.

No fim das contas, Álvaro Dias entrou no jogo com força.

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