A Polícia Federal aponta que o esquema liderado pelo funkeiro MC Ryan SP lavou dinheiro proveniente do tráfico de mais de três toneladas de cocaína. A investigação, que resultou na Operação Narco Fluxo, indica que o grupo utilizava empresas ligadas à produção musical e a visibilidade do artista para misturar recursos ilícitos com receitas legais, incluindo ganhos com apostas ilegais e rifas digitais. Segundo a PF, há ligação estrutural com o Primeiro Comando da Capital.
De acordo com a Justiça, o volume financeiro movimentado pelo esquema é bilionário. Foi determinado o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados, valor calculado com base no lucro estimado do tráfico e nas movimentações financeiras identificadas.
A PF afirma que, após a lavagem, os recursos eram reinseridos na economia por meio da compra de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e outros bens. O artista também teria utilizado “laranjas” para ocultar patrimônio.
A operação mobilizou mais de 200 policiais e cumpriu mandados em diversos estados. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Em nota, a defesa de MC Ryan SP negou irregularidades e afirmou que todas as movimentações financeiras têm origem lícita.
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