
As informações foram divulgadas pela delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana, responsável pela investigação.
Pedro Henrique foi preso na sexta-feira (24), cinco dias depois do crime, em uma casa em construção em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva.
Segundo a delegada, o investigado demonstrou desde o início da apuração a intenção de escapar da responsabilização criminal.
"Quando foi encontrado, tentou fugir por uma área de matagal ao lado do imóvel abandonado onde estava. Chegou a atirar escombros na direção dos policiais com o objetivo de escapar e, mesmo após ser alcançado, continuou resistindo à prisão", afirmou.
De acordo com Lorena Almeida, a resistência durante a abordagem é um dos elementos que podem justificar a manutenção da prisão preventiva.
A delegada também afirmou que Pedro Henrique foi orientado, por meio da defesa e dos familiares, a se apresentar espontaneamente à polícia, o que poderia ter alterado sua situação jurídica.
"Foi esclarecido desde o primeiro momento para familiares e para a defesa que, caso ele viesse a se apresentar na unidade policial, não subsistiriam motivos para a manutenção da prisão dele. Mas o ato de fugir e tentar se evadir do distrito da culpa é motivo para a manutenção da prisão", disse.
Após ser levado para o Complexo de Delegacias de Feira de Santana, Pedro Henrique exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Ele deve passar por audiência de custódia na segunda-feira (27).
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