terça-feira, agosto 18, 2026

A mudança no discurso de Thabatta Pimenta: de primeira ‘transexual’ a primeira ‘mãe atípica’.

A candidata a deputada federal Thabatta Pimenta construiu parte de sua trajetória política em torno da defesa das famílias atípicas. É uma pauta legítima, relevante e que merece espaço no Congresso Nacional. Mas, numa campanha para deputada federal, somente essa bandeira pode começar a parecer pouco diante da dimensão do mandato que está sendo disputado.

Nas aparições públicas e na comunicação de campanha, Thabatta tem dado destaque apenas à condição de mãe atípica. A repetição, porém, pode provocar desgaste entre eleitores que esperam conhecer também suas propostas para outras áreas importantes do Rio Grande do Norte.

O eleitor quer saber mais: quais projetos Thabatta pretende apresentar em Brasília? O que pensa sobre saúde, educação, segurança, emprego, desenvolvimento econômico, infraestrutura e recursos federais para os municípios?

Ser mãe atípica ajuda a explicar sua história e sua atuação política, mas não pode ser apresentada como credencial suficiente para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Há ainda uma mudança perceptível na forma como Thabatta apresenta sua candidatura. Anteriormente, um dos discursos destacados era a possibilidade de se tornar a primeira representante transexual do Rio Grande do Norte na Câmara Federal. Agora, a campanha passou a enfatizar com maior frequência outra condição: a de buscar ser a primeira mãe atípica potiguar a chegar à Câmara dos Deputados. A mudança mostra uma nova escolha de identidade e narrativa eleitoral para apresentar sua candidatura ao eleitorado.

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