O momento do
divórcio já não é dos mais fáceis de lidar. Raiva, amor, esperança,
vingança e outros tantos sentimentos se misturam em um enorme balaio –
fica difícil até de discernir qual emoção é de quem. Além da guarda dos
filhos, dos livros, dos móveis e tudo o mais, tem o dinheiro – as
dívidas, os investimentos, os bens e tudo que sobrou da antiga união.
Fácil nunca é, mas quando o casal decide
pela separação em comum acordo, o processo tende a ser menos
tumultuado. A psicóloga e consultora Regina Silva, do Gyraser Centro de
Desenvolvimento, explica que quando o casal já está pronto para se
despedir emocionalmente, a questão financeira é um mero detalhe. “Se for
consensual, a dupla consegue sentar, conversar, aparar as arestas, e
fica tudo certo. O duro é quando um dos dois não quer o fim da relação.”
Nesse caso, tem gente que usa artifícios
de todos os tipos para manter ou destruir a relação – até mesmo o que
Regina chama de “bullying financeiro”. “Já atendi casos de pessoas que
estavam se endividando para que o parceiro não fosse embora. Também há
aqueles que não querem assumir a responsabilidade do divórcio e
transformam a vida do parceiro em um inferno usando o dinheiro como
arma”, explica.
Por outro lado, há aqueles que,
pressionados demais, entregam o que devem e o que não devem: deixam
carro, casa, bens e investimentos nas mãos do parceiro para evitar
conflitos. “A pessoa acaba pagando pela liberdade”, explica a psicóloga.
De um jeito ou de outro, o fato é que
por negociação ou por vias judiciais, os bens serão divididos. A
diferença fica por conta do tamanho do desgaste – e do tempo que vai
levar até que a solução chegue.
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